"Tudo tende á ruina, num paiz de ruinas."
"Lisboa é uma cidade alitteratada afadistada, catifa e conselheiral."
Portugal está cada vez mais longe dos parceiros europeus. No que diz respeito à violência este é dos piores. A violência nas escolas também tem vindo a aumentar. O desrespeito a professores é hoje em dia bastante frequente.
Tal como agressões físicas que tem aumentado nos últimos anos.
Qual ou quais os responsáveis por estes actos inconscientes? Serão os professores, os encarregados de educação ou as leis? Hoje em dia quem manda nas escolas são os alunos. Qual o motivo desta troca de autoridades presentes nas escolas? Esta é uma das coisas que não consigo explicar. O que é certo é que as consequências estão visíveis. Espero que Portugal futuramente se compare positivamente à restante Europa.
Vivemos numa sociedade sem opinião pessoal. Todas as pessoas têm a mesma opinião à cerca do mesmo assunto, ou seja, aceitam e transmitem o que lhes é incutido sem sequer confirmar ou contestar.
Os “media” controlam todos os minutos das nossas vidas, pois a cada segundo que passa estamos a ser influenciados. Parece que as pessoas vivem no mundo pensando que tudo o que lhes é transmitido é a realidade, mas estão totalmente enganados.
Por que razão os “media” transmitem informações e programas diferentes em cada parte do dia? Será para que tentem informar o telespectador ou para que nos guiemos neles?
Os “media” são o “modelo” de quem os vê. Quer isto dizer, é quem os acompanha diariamente e passa de boca em boca a sua informação e programação que indica a “personalidade” dos “media”.
As noticias por estes publicadas são a vontade e o gosto dos seus consumidores. Cada um de nós faz o seu canal televisivo. O grande problema é que toda a gente tem opiniões mas não as sabe transmitir, acabando por aceitar as dos “media” e pondo-as em pratica no seu dia-a-dia.
Para a Natureza não conspurcar,
Não se lhe deve atufar nada,
Para que esta fique intocada,
Não a podemos sequer objectar.
Ao admirar a sua floresta,
Depara-se com desabusados,
Fascinantes e dúbios gados,
Que são a vida que manifesta.
A Natureza é um miradouro,
É algo isento e regenerante,
Sendo este um local imorredouro.
A Natureza é um mosteiro,
Um local muito concupiscente,
Quer em Agosto quer em Janeiro.
Florbela Espanca, nasceu a 8 de Dezembro de 1894, em Vila viçosa, tendo vindo a suicidar-se em Matosinhos trinta e seis anos mais parte.
Florbela entra para a escola primária em 1899, passando a assinar Flor d’Alma da Conceição Espanca. Com apenas sete anos faz o seu primeiro poema, A Vida e a Morte. Em 1916 Florbela reúne uma selecção das suas produções poéticas de 1915, inaugurando assim o projecto Trocando Olhares, colecção de 88 poemas e 3 contos.
Em
Florbela começa logo a trabalhar num novo projecto que resultou na publicação de mais um livro, Livro de Soror Saudade, publicado em 1923.
Em 1927 publica Máscaras do Destino, dedicado a seu irmão Apeles, tendo vindo a ser esta a sua última publicação. Todas as suas obras foram caracterizadas pela sua recorrência a temas de sofrimento, de solidão, de desencanto, etc. A época em que se insere é o simbolismo. Antes do seu suicídio começara a escrever o seu Diário de Último Ano, tendo-o encerrado seis dias antes de se matar com a seguinte frase: “ … e não haver gestos novos nem palavras novas.”